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ECONOMIA
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O turismo tem sido o grande motor de crescimento da economia portuguesa na última década, mas o setor enfrenta agora um teste de stresse operacional que preocupa os líderes de mercado. As agências de viagens manifestaram um forte receio face ao impacto que as longas e demoradas filas de espera nos aeroportos nacionais possam ter nos fluxos de passageiros.
O grande sinal de alerta centra-se, especificamente, nos mercados fora do espaço Schengen. Representantes da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) e da Associação Nacional das Agências de Viagens (ANAV) apontam para sérios riscos reputacionais e para a perda de confiança por parte dos viajantes de longo curso.
Para quem analisa o mercado sob a ótica dos negócios, esta crise logística esconde ramificações financeiras profundas.
O espaço Schengen permite a livre circulação de pessoas sem controlo sistemático de fronteiras. Contudo, quando falamos de voos transatlânticos ou de ligações com geografias fora deste ecossistema (como o Reino Unido, Estados Unidos, Brasil ou mercados asiáticos), o cenário muda de figura:
Como bem sublinham os presidentes da APAVT e da ANAV, o maior perigo desta crise aeroportuária não é a retenção imediata de passageiros, mas sim o dano reputacional a médio prazo. No ecossistema dos negócios digitais e das plataformas de viagens, a reputação é um ativo intangível de valor incalculável:
A minha visão: o turismo é um produto de experiência global. Podes ter os melhores hotéis do mundo, praias fantásticas e segurança nas ruas, mas se a primeira e a última interação do cliente com o país for uma experiência de frustração profunda, o valor percebido da "marca Portugal" cai drasticamente.
Para os investidores que acompanham empresas cotadas expostas ao setor (operadores de infraestruturas, cadeias hoteleiras ou aviação), os problemas operacionais nas fronteiras são o equivalente a um erro de checkout num site de e-commerce: geram fricção, destroem a taxa de conversão e afastam o cliente. A resolução desta crise e a urgência em recuperar a confiança do mercado não são apenas questões operacionais, são prioridades económicas urgentes para segurar a resiliência do PIB nacional.
Qual é a tua leitura sobre o impacto destas falhas logísticas? Achas que as restrições e atrasos nas fronteiras não-Schengen vão abrandar o crescimento do turismo de luxo em Portugal, ou a força da nossa marca turística consegue superar este teste de stresse?
Foca-te na ação, analisa os gargalos de mercado e bons negócios!
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